Site "involuntaria.com.br" está no ar!

Reunindo um grupo de especialistas no tratamento da dependência química, o site www.involuntaria.com.br entra no ar com o objetivo de informar e desmistifcar o tratamento da adicção.

Entre em contato e receba ajuda profissional em todos os níveis – porque nem todos os casos de dependência química necessitam de internação, nem todos as internações necessitam de tempo prolongado, e nem todas as abordagens necessitam ser involuntárias!

Related External Links

Efeitos do Treinamento em Meditação por Oito Semanas na Resposta Emocional (Desbordes 2012)

A última edição da revista “Frontiers in Human Neuroscience” traz artigo de Desbordes e cols demonstrando alteração no funcionamento da amígdala, uma das principais estruturas cerebrais relacionadas ao processamento emocional, após somente oito semanas de treinamento em duas adaptações ocidentais de técnicas de meditação consagradas.

São dois programas de treinamento que vem se popularizando através de cursos, workshops e seminários ao redor do mundo, o “Mindful Attention Training” (MAT) e o “Cognitively-Based Compassion Training” (CBCT).

O MAT é uma adaptação da meditação zen, em que treina-se a atenção focada na consciência a cada momento.

Já a CBCT deriva da prática tibetana de meditação em temas relacionados a compaixão.

Incontáveis estudos demonstraram que praticantes experientes (bem como iniciantes que passam por oito semanas de treinamento) apresentam um funcionamento amigdaliano menos intenso que o de grupos controle durante o estado meditativo.

Contudo pouco se publicou sobre a alteração deste funcionamento fora do estado meditativo nestes mesmos indivíduos – essa pessquisa vem justamente agregar mais evidências a percepção que estudiosos e praticantes têm sobre o tema: os efeitos benéficos da meditação em termos de diminuição de sintomas ansiosos e/ou depressivos se prolongam para além do momento da prática.

Foram selecionados adultos saudáveis sem experiência prévia com nenhuma técnica de meditação, separados em três grupos: MAT, CBCT e um grupo controle.

Os participantes foram submetidos a ressonância magnética funcional (fMRI) antes e após a conclusão do treinamento, fora do estado meditativo, e durante a qual eram apresentadas imagens com valores emocionais positivos, negativos e neutros.

No grupo MAT foi evidenciada uma diminuição da ativação amigdaliana direita em resposta a todas as imagens, em especial a imagens com valência emocional positiva.

No grupo CBCT houve um aumento na resposta amigdaliana direita quando da exposição a imagens negativas, sendo observado uma diminuição do escore depressivo correlacionado.

No grupo controle não houve diferença entre o exame pré e pós tratamento.

Segundo os autores, os achados sugerem que o treinamento meditativo parece alterar o processamento emocional mesmo fora do estado de meditação, trazendo alterações duradouras no funcionamento mental dos indivíduos.

 

 

Veja o resumo original a seguir ou no site de origem

Effects of mindful-attention and compassion meditation training on amygdala response to emotional stimuli in an ordinary, non-meditative state

Gaëlle Desbordes1,2*, Lobsang T. Negi3, Thaddeus W. W. Pace4, B. Alan Wallace5, Charles L. Raison6 and Eric L. Schwartz2,7
  • 1Athinoula A. Martinos Center for Biomedical Imaging, Massachusetts General Hospital, Boston, MA, USA
  • 2Center for Computational Neuroscience and Neural Technology, Boston University, Boston, MA, USA
  • 3Department of Religion, Emory University, Atlanta, GA, USA
  • 4Department of Psychiatry and Behavioral Sciences, Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, USA
  • 5Santa Barbara Institute for Consciousness Studies, Santa Barbara, CA, USA
  • 6Department of Psychiatry, College of Medicine and Norton School of Family and Consumer Sciences, College of Agriculture, University of Arizona, Tucson, AZ, USA
  • 7Department of Electrical and Computer Engineering, Boston University, Boston, MA, USA

The amygdala has been repeatedly implicated in emotional processing of both positive and negative-valence stimuli. Previous studies suggest that the amygdala response to emotional stimuli is lower when the subject is in a meditative state of mindful-attention, both in beginner meditators after an 8-week meditation intervention and in expert meditators. However, the longitudinal effects of meditation training on amygdala responses have not been reported when participants are in an ordinary, non-meditative state. In this study, we investigated how 8 weeks of training in meditation affects amygdala responses to emotional stimuli in subjects when in a non-meditative state. Healthy adults with no prior meditation experience took part in 8 weeks of either Mindful Attention Training (MAT), Cognitively-Based Compassion Training (CBCT; a program based on Tibetan Buddhist compassion meditation practices), or an active control intervention. Before and after the intervention, participants underwent an fMRI experiment during which they were presented images with positive, negative, and neutral emotional valences from the IAPS database while remaining in an ordinary, non-meditative state. Using a region-of-interest analysis, we found a longitudinal decrease in right amygdala activation in the Mindful Attention group in response to positive images, and in response to images of all valences overall. In the CBCT group, we found a trend increase in right amygdala response to negative images, which was significantly correlated with a decrease in depression score. No effects or trends were observed in the control group. This finding suggests that the effects of meditation training on emotional processing might transfer to non-meditative states. This is consistent with the hypothesis that meditation training may induce learning that is not stimulus- or task-specific, but process-specific, and thereby may result in enduring changes in mental function.

Keywords: meditation, mindfulness, attention, compassion, amygdala, emotion, fMRI

Citation: Desbordes G, Negi LT, Pace TWW, Wallace BA, Raison CL and Schwartz EL (2012) Effects of mindful-attention and compassion meditation training on amygdala response to emotional stimuli in an ordinary, non-meditative state. Front. Hum. Neurosci. 6:292. doi: 10.3389/fnhum.2012.00292

Received: 01 February 2012; Accepted: 03 October 2012;
Published online: 01 November 2012.

Edited by:

Amishi P. Jha, University of Miami, USA

Reviewed by:

Hidenao Fukuyama, Kyoto University, Japan
Marieke K. Van Vugt, University of Groningen, Netherlands

Copyright © 2012 Desbordes, Negi, Pace, Wallace, Raison and Schwartz. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits use, distribution and reproduction in other forums, provided the original authors and source are credited and subject to any copyright notices concerning any third-party graphics etc.

*Correspondence: Gaëlle Desbordes, Athinoula A. Martinos Center for Biomedical Imaging, Massachusetts General Hospital, 149 Thirteenth St. Suite 2301, Boston, MA 02129, USA. e-mail: desbordes@gmail.com

A Polêmica sobre a Legalização da Cannabis (Maconha)

Um novo capítulo na polêmica discussão sobre a legalização da cannabis/maconha começa a ser escrito com a recente decisão referendada em vitória apertada (53% x 47%) que torna legal o consumo da susbtância para fins recreativos nos estados americanos do Colorado e Washington.

Trata-se de um grande paradoxo americano. Por um lado, o maior proponente e investidor da “Guerra Contra as Drogas”, financiando o combate ao narcotráfico em nações em desenvolvimento ao redor do mundo com fartas verbas, armas e assessoria militar. Por outro, um dos primeiros países a permitir o uso para fins medicinais da substância – são 18 estados além da capital, Washington, que a partir de 1998 e ao longo da década passada, permitiram a prescrição médica de Cannabis a pacientes portadores dos mais variados quadros clínicos.

Some-se a isso a divergência entre o entendimento federal sobre o assunto, que criminaliza o uso tanto recreativo quanto medicinal. Ainda que a legislação federal não tenha sido alterada, com a eleição de Barack Obama a tensão diminuiu – até então não eram infrequentes prisões de usuários com prescrição médica, e mesmo lacração de depositários/laboratórios que forneciam a substância aos pacientes.

A discussão sobre o assunto divide especialistas, seja na área jurídica seja na área médica. O impacto social da descriminalização e mais ainda, da legalização em si, não podem ser inferidos a partir dos dados científicos existentes no momento.

Sabe-se por exemplo que a experiência Holandesa mostrou um aumento transitório da exposição primária a droga nos primeiros dois anos da legislação que permitiu a disseminação dos “Coffee Shops”, com queda subsequente da prevalência do uso desde então. Relatório da União Européia coloca o país como um dos que possuem menor prevalência de uso de substâncias psicotrópicas no geral. Contudo é difícil extrapolar os resultados conseguidos neste país devido a enorme diferença entre nossas culturas. Além do mais, não se pode comparar o impacto social do tráfico de drogas naquele país com o impacto na sociedade brasileira, onde o crime organizado domina comunidades inteiras de tal forma que somente forças polícias com treinamento militar de guerra conseguem entrar nestas – se não fosse o nosso BOPE com seus tanques de guerra e helicópteros invadindo os morros cariocas, para citar um exemplo, as Unidades Pacificadoras não conseguiriam sequer passar pelos primeiros bloqueios impostos pelos criminosos.

Por outro lado temos as experiências de países socioculturalmente mais próximos do Brasil.

A Colômbia e o México são considerados os países onde o narcotráfico conseguiu dominar parte significativa não só da economia, como das várias esferas do poder locais. Os colombianos descriminalizaram a posse para uso pessoal com decisão da Suprema Corte desde 1974. Decisão semelhante aconteceu em 2009 no México. A prevalência de uso/abuso/dependência não se alterou nestes países, ainda que no caso mexicano a mudança ocorreu há cerca de três anos somente. Tratamento semelhante ao usuário de drogas é dispensado no Peru, Uruguai e Costa Rica, para citar alguns. A Suprema Corte Argentina decidiu de forma semelhante no final de 2009, mas novamente, o impacto de uma decisão dessas leva anos para ser avaliada cientificamente.

Cheque o artigo sobre a Experiência Portuguesa para mais informações neste link

Infelizmente a discussão sobre descriminalização ou legalização do uso de drogas psicotrópicas raramente é pautada em termos científicos, sendo via de regra bandeira política de candidatos em processos eleitorais. Mesmo os especialistas na área de saúde mental acabam “escolhendo lados” e divulgando somente os estudos que corroborem sua posição pessoal. Com isso temos “times” de especialistas em constante disputa.

A esfera de poder judicial dentre todas acaba por se mostrar a mais imparcial, contudo decidindo sozinha acaba por tomar posições bizarras – deixa de ser ilegal a posse e o consumo, mas como e onde o usuário compra a droga? Como a mesma chega ao país?

Nesse sentido a decisão do recente referendo americano mostra-se mais madura, a semelhança da legislação holandesa, já que prevê a legalização e taxação da venda em lojas licenciadas pelo Estado num modelo que o país já utiliza para a venda de álcool em diversos estados.

São ainda incógnitas a resposta do governo federal, o impacto sobre os demais estados americanos, e o próprio impacto sobre as demais nações, considerando que o país tem tradição de influenciar, seja positiva seja negativamente, as políticas sociais mundiais.

Fonte: Reuters

 

 

Related External Links

"Vício" – Uso Patológico da Internet? (DSM-V)

Na íntegra no site oficial do Grupo de Discussão que prepara a 5a edição do Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana (APA)

Esta condição está atualmente necessitando e aguardando novos estudos na Seção III (juntamente com outras categorias na mesma condução), e seria parte do grupo Adicção e Outros Comportamentos Adictivos.

Contudo, na prática Clínica há pelo menos cinco anos e até dez anos, no Brasil, temos recebido número crescente de indivíduos de ambos os sexos procurando reconquistar o controle sobre suas vidas, perdido no mundo virtual, de fato!

Critérios gerais propostos para discussão e pesquisa (nossa tradução livre)

 
A. Preocupação com jogos da Internet

B. Sintomas de abstinência quando a internet é retirada

C. Tolerância: aumento progressivo de tempo jogando na Internet

D. Tentativas frustradas de controlar o uso

E. Uso excessivo continua apesar de reconhecer problemas psicossociais decorrentes

F. Perda de interesses, hobbies anteriores e formas de diversão como resultado do uso maior da Internet

G.    Uso da Internet para escapar ou amenizar humor disfórico ou desconforto emocional

H.     Esconde ou minimiza a quantidade de uso quando indagado a respeito por familiares, terapeutas ou outros

I.     Prejudicou ou perdeu relacionamentos significativos, trabalho, estudos ou oportunidade de carreira por conta do uso de Internet

Publicado de forma adaptada no site da Clínica Feminina Vitoriosos e no blog internacaoinvoluntaria.wordpress.com

Novo Paradigma – Prévia dos Novos Critérios Diagnósticos para Dependência Química no DSM-V

Os novos critérios diagnósticos propostos pelo grupo de especialistas que prepara a 5ª Edição do Manual Estatístico e Diagnóstico (DSM-V) da Associação de Psiquiatria Americana – APA (veja aqui) representam uma verdadeira mudança de paradigma no entendimento da problemática com álcool e drogas.
 

O próprio título da categoria diagnóstica possivelmente será alterado – Adicção e Transtornos Relacionados, aumentando sua abrangência, e possibilitando talvez a intervenção em estágios mais precoces da doença, já que acabaria a dicotomia entre Dependência Química e Uso Abusivo de Substâncias.

Outra proposta seria a inclusão da fissura (ou craving) como um critério diagnóstico – anteriormente tal sintoma só estava presente na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Será incluído dentro da categoria o diagnóstico do Jogo Patológico, por exemplo, anteriormente incluído no grupo dos Transtornos Relacionados ao Controle do Impulso). Se em termos psicobiológicos não existe dúvida do acometimento da mesma via mesolímbica dopamigérgica (Circuito de Recompensa ou Via do Prazer), o mecanismo comportamental do Jogo Patológico é baseado no condicionamento por reforços intermitentes – ao passo que drogas de abuso ou sexo trazem a satisfação imediata, intensa e fugaz, o jogador somente vivencia o prazer da vitória em raríssimos momentos – a expectativa de conseguir o reforço positivo seria suficiente (em indivíduos predispostos geneticamente, ao menos) para desenvolver toda uma gama de comportamentos disfuncionais.

 

Por fim, será incluida uma sub-categoria para Síndrome de Abstinência à Cannabis/Maconha – evidências científicas em modelos animais e a experiência clínica dos especialistas serão finalmente codificadas no Manual Estatístico Diagnóstico da Associação de Psiquiatria Americana, alterando de forma importante o entendimemto sobre essa substância psicotrópica e seus efeitos a médio e longo prazo (apesar da volumosa bagagem de estudos publicados, ainda persistia a crença da ausência de um quadro físico de abstinência da cannabis, o que abria margem para leigsos e mesmo profissionais da saúde questionarem se a droga causaria de fato dependência fisiológica).

 

A seguir uma tradução livre:

Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias (DSM-V)

Padrão maladaptativo de uso de substância levando a prejuízo ou sofrimento significativo, manifestado por 2 (ou mais) dos seguintes critérios, ocorrendo dentro de um período de 12 meses:

1. Uso recorrente de substância resultando em falha no cumprimento de obrigações no trabalho, escola ou em casa (p.ex. faltas repetidas ou baixo desempenho no trabalho relacionados ao uso de substância, faltas, suspensões ou expulsões da escola devido ao uso de substância, negligência nos cuidados do lar ou dos filhos)

2. Uso recorrente em situações em que isso pode ser fisicamente perigoso (p.ex. dirigir um automóvel ou operar maquinário enquanto intoxicado pela substância)

3. Uso continuado da substância apesar de problemas recorrentes e persistentes nas esferas social ou interpessoal causados ou exacerbados pelos efeitos da substância (p.ex. discussões com marido/esposa sobre as consequências da intoxicação, brigas físicas)

4. Tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos:
(a) uma necessidade de quantidades progressivamente maiores da substância para adquirir a intoxicação ou efeito desejado
(b) acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade de substância
(Nota: Tolerância não é considerada para aqueles usando medicações sob supervisão e prescrição médica, como analgésicos, antidepressivos, ansiolíticos ou beta-bloqueadores)

5. Abstinência, manifestada por qualquer dos seguintes aspectos:
(a) síndrome de abstinência característica para a substância (consultar os Critérios A e B dos conjuntos de critérios para Abstinência das substâncias específicas)
(b) a mesma substância (ou uma substância estreitamente relacionada) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de abstinência
(Nota: Tolerância não é considerada para aqueles usando medicações sob supervisão e prescrição médica, como analgésicos, antidepressivos, ansiolíticos ou beta-bloqueadores)

6. a substância é freqüentemente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido

7. existe um desejo persistente ou esforços mal-sucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso da substância

8. muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância (por ex., consultas a múltiplos médicos ou fazer longas viagens de automóvel), na utilização da substância (por ex., fumar em grupo) ou na recuperação de seus efeitos

9. importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância

10. o uso da substância continua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser causado ou exacerbado pela substância (por ex., uso atual de cocaína, embora o indivíduo reconheça que sua depressão é induzida por ela, ou consumo continuado de bebidas alcoólicas, embora o indivíduo reconheça que uma úlcera piorou pelo consumo do álcool).

11. Fissura ou Craving – um forte desejo ou urgência de usar uma substância específica

Especificadores de Gravidade:
Moderado: 2-3 criterios positivos; Grave: 4 ou mais critérios positives
Especificar se: Com (ou Sem) Dependência Fisiológica: evidência de tolerância ou abstinência

 

Tema exposto pelo autor em Mesa Redonda no Congresso Latino-Americano de Análise e Modificação do Comportamento (CLAMOC) de 2010

Publicado de forma adaptada no blog internacaoinvoluntaria.wordpress.com e da Clínica Feminina Vitoriosos

Ômega 3 Protegeria contra Psicoses?

 

 

Veículo: O Globo
Seção: Ciência
Data: 03/02/2010
Estado: RJ

Um novo estudo mostra que consumir cápsulas de óleo de peixes de água fria, como salmão, atum e sardinha, ricos em ácidos graxos ômega 3, ajudaria a prevenir problemas mentais. Em artigo publicado na revista especializada “Arquivos de Psiquiatria Geral”, os autores afirmam que o uso desses suplementos por três meses parece ser tão eficaz quanto remédios. Este tipo de gordura reduziu em 25% o índice de doenças psicóticas, incluindo esquizofrenia.

Os cientistas realizaram a experiência com 81 indivíduos, de 13 a 25 anos, com um alto risco para transtornos psicóticos. Eles já apresentavam sintomas moderados de psicoses ou tinham história familiar de transtornos mentais, como esquizofrenia. Metade tomou suplementos de óleo de peixe (1,2g de ácidos graxos ômega 3) durante 12 semanas.

A outra parte recebeu apenas placebo (substância inócua). Os grupos foram acompanhados por um ano pela equipe de Paul Amminger, principal autor do estudo.

Embora o número de participantes não seja muito alto, o resultado foi significativo.

No grupo que ingeriu suplementos, dois manifestaram transtorno psicótico. No grupo placebo, este número chegou a 11. Para os autores, o ômega 3 interfere de forma positiva, restaurando os neurônios no cérebro, e a descoberta oferece esperança de ter opções além de fármacos, que causam efeitos adversos importantes, como aumento de peso e disfunção sexual.

Estudo brasileiro tem resultado semelhante No início deste mês, um estudo com ratos, no laboratório da Disciplina de Neurologia Experimental da Unifesp, revelou que o ômega 3 é capaz de regenerar neurônios, o que pode abrir caminho para o desenvolvimento de drogas para regenerar o cérebro de pessoas com epilepsia e alguns tipos de demência. Os resultados são promissores, mas precisam ser confirmados.

 

Publicado de forma adaptada no Blog da Reforma Psiquiátrica

Related External Links

II SIMPÓSIO DE SAÚDE MENTAL – Reforma Psiquiátrica: Caminhos e Descaminhos

Reforma Psiquiátrica
Todos os anos, no dia 18 de Maio, Dia Nacional de Luta Antimanicomial, os trabalhadores de Saúde Mental de todo Brasil, juntamente com pacientes e familiares, convidam a população em geral para participar das comemorações da data mais importante do movimento iniciado no final da década de 70, que colocou o Brasil como um dos países que mais transformações realizou no atendimento aos que sofrem gravemente com a loucura, retirando o manicômio como primeiro recurso de tratamento e substituindo a assistência por serviços abertos, como o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) possibilitando ao paciente resgatar sua cidadania e seus laços de pertencimento. Apesar de tão importantes construções no campo da Saúde Mental, fatos recentes nos dão notícias de que os pilares básicos da Reforma estão sendo solapados avultadamente. No final do ano de 2011 testemunhamos o lançamento do Plano Nacional antidrogas e anti-crack e na aurora do ano de 2012 a determinação da internação compulsória de jovens usuários de crack em situação de rua e o credenciamento de Comunidades Terapêuticas para o tratamento de álcool e drogas, marcando uma mudança do eixo das políticas públicas construídas ao longo dos anos onde a direção era a redução de danos, os consultórios de rua e etc. As propostas atuais são de saneamento, limpeza, ordem, desintoxicação, abstinência, levando a remanicomialização do campo de Saúde Mental pelo viés das drogas. Convidamos a todos para discutir conosco os caminhos e descaminhos da Reforma Psiquiátrica e assim continuarmos reformando sem, no entanto nos desviar de nossos pilares. Programação 17/05/12 (quinta – feira) II Simpósio de Saúde Mental: Reforma Psiquiátrica: Caminhos e Descaminhos. Local: Auditório do SENAI Rua Benjamim Constant, nº 280. Varginha – MG -7h30 às 8h00min – Inscrições e credenciamento -8h00min às 8h30min – Apresentação Cultural Vargas Junior -08h30minh às 9h00min – Mesa de Abertura -9h às 09h30min – Palestra: Reforma Psiquiátrica: caminhos e descaminhos. Coordenação da Mesa: Anderson José de Souza – CRP 04/25829 – Psicólogo do CAPS de Varginha – MG Vera Luiza Bartels Fernandes – CRP/04/7070 Conselheira da 13ª Plenária do Conselho Regional de Psicologia, Especialista em Saúde Mental ESP/MG, Especialista na Atenção de Usuários de Álcool e Outras Drogas UEMG/CMT- BH. -09h30min às 9h45min – Debate aberto ao público. -9h45min às 10h00min – Pré – Lançamento do Livro: “UMA CLÍNICA PARA O CAPS – A clínica da psicose no dispositivo da Reforma Psiquiátrica a partir da direção da psicanálise”, de Valdene Rodrigues Amancio, Editora CRV, Curitiba – PR. Coordenação da Mesa: Vanda Maria Rodrigues – Coordenadora e Enfermeira do CAPS de Varginha- MG Valdene Rodrigues Amancio – CRP 04/9898 Psicanalista, Membro do Laço Analítico Escola de Psicanálise, Membro da equipe multidisciplinar do CAPS de Varginha – MG, Professora Universitária, Mestre em Pesquisa e Clinica em Psicanálise pela UERJ. -10h00min às 10h15min – Café -10h15min às 11h30min- Mesa Redonda: Caminhos e descaminhos da Saúde Mental no Sul de Minas. Coordenador da Mesa: Alessandro Caldonazzo Gomes – CRP 04/9244 – Coordenador Municipal de Saúde Mental de Varginha – MG. .Carla Cristina Rodrigues – CRP 04/15915 Psicóloga, Coordenadora do Serviço de Saúde Mental de Guapé – MG, Especialista em Saúde Mental. .Mirian Murad Leite Andrade Enfermeira, Diretora de Atenção em Saúde Mental de Lavras – MG, Especialista em Atenção de Usuários de Álcool e outras Drogas, Representante do COREN/MG. .Samira Neheme – CRP 04/7342 Psicóloga, Coordenadora do CAPS de Três Pontas – MG .Thiago Bellato de Paiva – CRP 04/24375 Psicólogo, do NASF de Campanha/MG. .Valdene Rodrigues Amancio – CRP 04/9883 Psicanalista, Membro do Laço Analítico Escola de Psicanálise, Membro da equipe multidisciplinar do CAPS de Varginha – MG, Professora Universitária, Mestre em Pesquisa e Clinica em Psicanálise pela UERJ. -11h30min às 12h00min – Debate aberto ao público -12h00 às 14h00min – Almoço -14h00min às 15h00min – Mesa Redonda: Caminhos e descaminhos no tratamento de álcool e drogas. Coordenador da Mesa: Reinaldo Arivielo – Coordenador do CAPSad de Varginha – MG. .Anderson Michel Furtado Psiquiatra do CAPS de Varginha – MG .Thomas Martins Almeida Psiquiatra do CAPSad de Varginha – MG .Sergio Ameruso Ottoni Promotor da Vara da Infância e da Juventude -15h00min às 15h15min – Café -15h15min às 15h45min – Debate aberto ao público -15h45min às 16h00min – Encerramento =>Haverá exposição de trabalhos executados pelo pacientes do CAPS e CAPSad de Varginha 18/05/12 (Sexta – feira) 14h00 às 15h00min – Caminhada pelo Dia 18 de Maio, Dia Nacional de Luta Antimanicomial Local de saída: Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Rua Aristides Paiva, 20 – Vila Paiva – Varginha – MG. Trabalhadores de CAPS, Rede de Saúde Mental, Saúde e Assistência Social, pacientes, familiares e população em geral percorrerão as principais ruas do centro com faixas, banners, cartazes, camisetas, bonés, carro de som e etc. com manifestações à Luta antimanicomial. 15h00min às 17h30min – Chegada da Caminhada e Apresentações Culturais Local: Praça do E.T Avenida Rio Branco – Centro – Varginha – MG Batucalata (Grupo) – Varginha – MG Danblu e os Dinossauros (Banda) – Varginha – MG Os Mulekes Bravos (Grupo de Dança) Varginha – MG Os Vanterlhéios (Banda) – Três Corações – MG 18 de maio – Dia Nacional de Luta Antimanicomial II Simpósio de Saúde Mental: Reforma Psiquiátrica: Caminhos e Descaminhos. REALIZAÇÃO: Trabalhadores e pacientes de Saúde Mental de Varginha APOIO: Conselho Regional de Psicologia 4ª Região. Opção Artes Gráficas Prefeitura Municipal de Varginha/ Secretaria Municipal de Saúde SENAI Varginha ENTRADA FRANCA – INSCRIÇÕES NO LOCAL Informações: CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial) Rua Aristides Paiva, 20 – Vila Paiva – Varginha – MG Tel: (35) 3690 – 2313/ 3690 – 2228

Related Blogs