Comunicado ABP – Prova para Título de Especialista 2016

Link artigo original da ABP

Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2016.

Comunicado aos associados da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP e

Candidatos da Prova de Titulo de Especialista em Psiquiatria/2016

Como é do conhecimento geral, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP realizaria, no dia 16 de novembro de 2016, por delegação da Associação Médica Brasileira – AMB, a prova para obtenção do Título de Especialista em Psiquiatria.

Ocorre que no dia 04 de novembro, 6a feira,a ABP foi intimada acerca de medida liminar com tutela de urgência concedida pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, em ação movida pela Associação Brasileira de Médicos Pós graduando ou Pós graduados em Cursos Reconhecidos pelo Governo Federal – MEC. A ação ainda não foi julgada, mas a medida liminar (ora em vigor) determinou que a ABP alterasse o item 4.3.2, alínea ´g,´ do Edital do Prova para obtenção do Título de Especialista em Psiquiatria/2016 em 24 horas.

Tal determinação judicial fez com que a ABP fosse obrigada a aceitar a inscrição de candidatos que “possuem curso de especialização na área de PSIQUIATRIA, reconhecidos pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura)”,ou seja, que tivessem cursado Cursos de pós-graduação lacto-sensu reconhecidos pelo MEC, com carga horária mínima de 360 horas, sem a necessidade de comprovação de seis anos de prática clínica em psiquiatria e também 100 (CEM) pontos em eventos científicos. Diferente do determinava os requisitos previstos no Edital original aprovado pela AMB.

A ABP cumpriu o determinado pelo Poder Judiciário, caso não o fizesse teria que pagar multa diária de R$ 10.000,00 por descumprimento comprovado. Ou seja, se não alterássemos o edital e não aceitássemos a inscrição dos 100 médicos interessados, teríamos que pagar multa de R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais), se tivéssemos alterado a data de inicio das inscrições determinadas pela liminar, pagaríamos mais R$ 1.000.000,00 (hum milhão). Se não tivéssemos aceitado o pagamento destas inscrições na data definida pela liminar, pagaríamos mais R$ 1.000.000,00 de multa e assim por diante.

Na mesma data em que foi intimada pela liminar, 04 de novembro, a ABP enviou ofício à AMB, CFM e FENAM informando o ocorrido e solicitando ajuda e, imediatamente recorreu da decisão judicial mas, como o recurso ainda está aguardando julgamento, não tivemos, ainda, êxito em suspender a liminar.

No entanto, se valendo do Decreto 8516 de 10/09/2015 e as resoluções do CFM 2.148/2016 e 2.149/2016, que descrevem ser de competência da AMB a titulação de Especialidade ou área de atuação, excetuando aqueles conferidos pela Comissão Nacional de Residência Médica, a AMB não concordou com a alteração do Edital e, consequentemente, com a inscrição de outros candidatos.

Assim, no próprio dia 16 de novembro de 2016, no dia da prova, a AMB emitiu nota em seu sítio na internet e entregou pessoalmente ofício à ABP, sobre a realização da Prova de Título de Especialista em Psiquiatria/2016 –  no qual determinou “… a suspensão temporária do concurso até resolução das pendências judiciais”.

Portanto, a Prova de Título de Especialista em Psiquiatria/2016 não foi realizada.

A ABP está, por um lado, com uma determinação judicial para aceitar a inscrição de candidatos para a prova de obtenção de Título de Especialista em Psiquiatria/2016 que não se enquadram com as regras estabelecidas pela ABP/AMB/CFM/CME. Por outro, a entidade que lhe delegou poderes para realizar tal prova, AMB, determinou a sua suspensão imediata, visto que, não conferirá o título esperado por cada candidato aprovado, uma vez que quem pode conferir tal título é a AMB exclusivamente.

A ABP está envidando todos os seus esforços possíveis para que a questão chegue a um bom termo e manterá todos informados acerca dos acontecimentos. Informamos que não há, ainda, previsão da nova data de realização da prova e que, todos os interessados serão previamente informados com a antecedência necessária.

É o que nos cabia comunicar no momento.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA – ABP

Síndrome de Munchausen ou Transtorno Factício

Munchausen Syndrome: A Review of Patient Management

Lilian Wong, MD, MPH; Mark B. Detweiler, MD, MS

Psychiatric Annals

January 2016 – Volume 46 · Issue 1: 66-70

Posted January 14, 2016
DOI: 10.3928/00485713-20151130-02

Abstract

The management of Munchausen syndrome is fraught with complexities related to legality, ethics, and its inherent nature. An illustrative case of factitious aortic dissection is presented as well as a review of the literature for the management Munchausen syndrome, which includes strategies reported to be effective. Management of Munchausen syndrome requires a high index of suspicion, a good history, and thorough physical examination. Objective illnesses resulting from the factitious behavior should be treated, while avoiding unnecessary procedures. Early referral to a psychiatry team is critical as this may be an empathetic and face-saving approach for the patient. Regularly scheduled appointments, not dependent on the patient’s distress level, are associated with improved long-term prognosis. Patients with Munchausen syndrome can suffer considerable iatrogenic morbidity and mortality, and they place immense strain on the health care system. Physicians should be aware of the complexities of these cases, the management options, and the frequent need for psychiatry consultations [Psychiatr Ann. 2016;46(1):66–70.]

Munchausen syndrome is the most severe and chronic form of factitious disorder imposed on the self, with predominantly physical signs and symptoms, pseudologia fantastica, and peregrination (frequent traveling from one medical center to another) that often lead to recurrent hospitalizations. It tends to have a refractory course. Munchausen syndrome is unique because it is a psychiatric disorder that most frequently presents as an apparently severe illness in the non-psychiatric setting. Even though Munchausen syndrome is studied by most clinicians in training, the first case often leaves them feeling blindsided by the patient, creating a fractured clinician-patient rapport. Many clinicians remember their first Munchausen syndrome case as if they were seeing medicine through a distorted prism and struggle with residual conflicting thoughts, as the clinical and ethical implications can be challenging.

Munchausen syndrome was first described by Dr. Richard Asher in his landmark 1951 article.1 He had named the syndrome after Baron Hieronymus Carl Friedrich Munchhausen (1720–1797), a minor nobleman who had joined the Russian army to fight against the Turks. He rose to the rank of

cavalry man and retired to his estate in Bodenwerder, near Hanover, as a country gentleman in

cavalry man and retired to his estate in Bodenwerder, near Hanover, as a country gentleman in 1750. Rudolph Eric Raspe, possibly an acquaintance of the Baron’s, fled Germany for England when he was caught embezzling from a museum. To pay off debts, Raspe anonymously wrote several books, including an exaggerated account of the Baron’s tales, “Baron von Munchhausen’s Narrative of his Marvelous Travels and Campaigns in Russia,” which was published in London in 1778. The second edition was translated into German. The baron was age 65 years when the German translation appeared, and he became an instant celebrity.2 He pursued several lawsuits unsuccessfully to protect his name, and died an embittered man.3 The irony in the naming of Munchausen syndrome is that the Baron was simply an old gentleman who liked to spin yarns as after-dinner entertainment for his friends. The true villain was probably Raspe.4

The psychopathology of Munchausen syndrome is poorly understood, and its management is fraught with complexities related to legalities, ethics, and its inherent nature. Most published works consist of case reports, and there are no treatment studies.5,6 The aim of this article is to focus on management, which is often overlooked in the medical literature. A famous illustrative case from our medical center is included. This case of a patient with factitious aortic dissection is unique because it has been documented in the literature over a 10-year period, and yet the patient is still visiting doctors today seeking treatment. The second part of this article proposes a management approach that includes strategies reported to be effective.

Illustrative Case

A 31-year-old man was admitted to the cardiothoracic surgical (CTS) intensive care unit of our teaching hospital after being flown in from a smaller hospital for a possible aortic dissection. At intake, he stated upfront that he had Ehlers-Danlos syndrome (EDS) type IV diagnosed by skin biopsy resulting in a traumatic aortic dissection in Germany in 2004. EDS type IV, also known as Vascular Type EDS, is the most severe form of this heterogeneous disorder and is associated with spontaneous rupture of mediumsized arteries, including the aorta. Type A dissections usually require surgery. The patient reported having a median sternotomy, and a family history of EDS in his mother and Marfan’s syndrome in his late father. He claimed to have had three acute myocardial infarctions (in 2004, 2005, and 2009). Moreover, he produced a November 2011 report of a trans-esophageal echocardiogram done at a Michigan hospital stating “Type A dissection.” He claimed surgeons said he was “too high risk to operate on,” but that he should go to a hospital if he developed chest pain. He also said he suffered a subarachnoid hemorrhage in 2002 due to cerebral aneurysm and he was recently diagnosed with bilateral femoral head avascular necrosis. He reported a long list of drug allergies including several pain medications, all purportedly causing anaphylactic reactions. He initially refused a magnetic resonance angiography (MRA) because of “aneurysm clips” after his “prior sternotomy.” Contrast computed tomography (CT) of the chest was contraindicated because of his reported allergy to the contrast dye. A noncontrast CT of the chest showed only standard postoperative mediastinal surgical clips, which are not contraindications to MRA. His MRA revealed no aortic dissection.

His medical history was very dramatic and inconsistent. He said he had extensive medical knowledge, requested to have no visitors, and he refused to give consent for us to contact his family. He said he lived with his mother in Iowa and that he was visiting “church members” in the region. He claimed that he had finished college and seminary school and that he had been working as a pastor for 14 years after starting as a “youth pastor.” He reported meeting his fiancé online, and although they had never met, they were engaged and planning to marry in 2 years. He denied having a psychiatric history. The medical and social histories were presented without any notable distress, with stable vital signs and without the murmur of aortic insufficiency. There were no clinical features of EDS type IV other than the claimed history of aortic dissection. The patient specifically requested central line placement under ultrasound guidance. He presented old medical records with signs of chronic handling, highlighted in several areas, without documentation of prior sternotomy, although he did have an appropriately placed scar. Our psychiatry consult team was contacted when the unique features of the clinical picture alerted the CTS team to the possibility of Munchausen syndrome.

The patient’s story started unraveling when our CTS team contacted a major university medical center to discuss management options of this complex case, only to discover that this patient had presented there twice with similar complaints, background history, and the eventual diagnosis of factitious aortic dissection.7 We also learned that a case report of this patient had been published in 2006, with subtle variation in details.8 The report attracted two letters to the editor stating similar encounters at two other major heart centers, with one encounter at least 3 years earlier.7,9 This heart center cited multiple requests for transfer from other medical centers regarding this person.9 One other case report about this patient was found in another report’s bibliography that was not found in the initial literature search.10

The literature confirms that this patient has presented to more than 100 hospitals along the east coast of the United States over the course of about 10 years, and that he has succeeded in gaining costly evaluations, including a median sternotomy.11 He had incurred over $1 million in expenses, excluding physician reimbursement.11 These details demonstrate that even when Munchausen syndrome is strongly suspected, it is a risk to not investigate and almost impossible for physicians to forfeit proper evaluation for fear of missing real pathology, especially in this litigious age. These conflicts tend to create intense counter-transference in physicians encountering Munchausen syndrome, as they often perceive that their valuable time and efforts have been wasted.12 Inevitably, resources consumed by these patients delays care and uses resources needed for others with genuine pathology.13,14

Management of Munchausen Syndrome

Most physicians are uncomfortable diagnosing factitious disorders, of which Munchausen syndrome is the most extreme variant.15 Munchausen syndrome disrupts the normal physician- patient relationship, which is based on trust.16,17 When unmasked, Munchausen patients react in ways ranging from ambivalence to hysteria and denial of fabricating their illness. Adults often are reluctant to see psychiatrists and leave the hospital against medical advice.5,6,8,12,16,18–37 Children and adolescents, however, are more inclined to admit to their fabrications38–40 and are more inclined to agree to psychiatric follow-up.38–40

The recurring theme in this review points toward maintaining a high index of suspicion, but when should a clinician begin to suspect Munchausen syndrome? What evidence can help determine the intentional feigning of disease? The first step is to complete a detailed history and physical examination, using repetition as a confirmation tool in the effort to identify biopsychosocial inconsistencies.41 Consistently reported clues include dramatic presentations; inconsistent histories; recurrent illnesses that worsen or change after appropriate treatment; extensive medical knowledge; knowledge of hospital systems; an eagerness for invasive procedures; claiming specific diagnoses; and attempts to dictate treatment.30,34,37,42–49 There may also be a previous history of Munchausen behavior, use of aliases, and peregrination.30,34,43,50 Lack of stable relationships is common as these patients may have a history of neglect during childhood, disruptive family ties, poor interpersonal relationships, and estrangement from their families.5,44,51 Consequently, families are frequently unavailable for contact.49 Patients with Munchausen syndrome often have some medical training.34,52,53 However, in the Internet era with online scientific journals and disease-related web sites, patients no longer need much medical experience to engage in convincing disease fabrication.16,46,54

Appropriate tests should be done where indicated, as the diagnosis of Munchausen syndrome does require exclusion of real pathology. Kenedi et al.55 reviewed 190 articles describing laboratory and other tools that could aid clinicians in recognizing induced illness. Clinical judgment is clearly required in striking a balance between avoiding unnecessary and potentially risky tests and procedures and the dangers of reflex dismissal of patients’ complaints, because genuine illness may be present.6,16,30,34,44,56,57 Blacklisting, reporting of patients, and flagging in medical records have been suggested;6,31,58 however, this is controversial.49 It is evident that management must be based on objective signs and data, including corroboration of the patient’s history.34,59–61

It is notable that fatalities may result as a direct consequence of the patient’s factitious behavior.19,62,63 Once it is clear that the treatment team could be dealing with Munchausen syndrome, several different steps could proceed sequentially. Illness resulting from the patient’s factitious behavior should be treated. Due to the significant risks of unnecessary treatment, it is

important to obtain outside medical records and to contact previous providers or family. When emergent care is required, performing a search of the room and personal belongings without patient consent may be justifiable.8,16,23,29,34,42–44,64–67 Patient observation may be required for protection from further self-harm and to provide evidence of fabrication. This includes use of sitters or 24-hour video monitoring.34 The hospital legal team can be consulted to address concerns.23 Family members may encourage litigation when the patient does not seem to recover, and the patient may agree to avoid admitting to the true etiology of their problems.23 However, patients with Munchausen often withdraw their case from litigation due to the fear that a court case would expose the true nature of their disorder.23,68

It is consistently recommended that a psychiatry team be consulted as early as possible.23,24,26,29,30,31,34,39,48,49,51,53,58,64,66,69–76 The psychiatry team’s most important role is

to help the primary treatment team manage the patient in the safest, most appropriate way, which

includes setting compassionate but firm limits and steering the patient toward psychiatric care in

an empathic and face-saving nonconfrontational manner.34 Patients may react to confrontation

with symptom escalation to substantiate the legitimacy of their needs, putting themselves at risk

for more self-harm.77 Psychiatrists also have an important role in managing counter-transference

and helping health care staff realize that these patients have severe psychiatric problems that are

driving their medical fabrications.12 Many patients with Munchausen syndrome have histories of

parental neglect, childhood abuse, early losses, early illness that led to prolonged medical

treatment or hospitalization, recent life-stressors, poor family relationships, poor coping skills,

and attention and sympathy seeking in addition to repeated medical admissions at various medical centers without resolution of their symptoms.18,23,31,32,37,38,39,42,44,45,47,53,54,59,64,75,77

Comorbid personality disorders are common.12,34 For others, Munchausen syndrome could be a

means to control others, express rage, or enhance their self-esteem as they succeed in deceiving clinicians.5,17,23,33,54

Patients with Munchausen are often refractory to psychotherapy,78 although there are reports of success.5,29,40,66,79 Flexible, creative approaches that emphasize consistency and regular psychiatric outpatient follow-up appointments independent of the patient’s reported distress levels are associated with the most success.34,45,49,56,72 Regularly scheduled appointments with primary care physicians that are not dependent on medical crises also have been shown to provide object constancy while minimizing the need to fabricate illness to seek attention.5,23,39,49,80 Regularly scheduled appointments provide support that does not threaten patients’ self-esteem, as well as a basis for developing a trusting doctor-patient relationship.51 Having a stable support system with an ability to form and maintain relationships is associated with better prognosis.5,18 The primary care physician can be the gatekeeper that approves the tests and procedures recommended by specialists.81 If the patient’s family can be involved, they may be encouraged to pay more attention to the patient and less to the illness symptoms,76 and

support the patient’s requests for additional services and requests to accompany them to the hospital.80 In addition to treating psychiatric disorders,63 psychopharmacotherapy and behavioral strategies such as double-bind techniques, have been described in treating specific factitious dermatologic conditions. Low-potency antipsychotics have been effective in managing dermatitis artefacta.82

Conclusion

Patients with Munchausen syndrome may suffer considerable iatrogenic morbidity and mortality. They also place significant strain on the health care system. It is important for clinicians to include Munchausen syndrome in the differential diagnosis of difficult cases where there is an abundance of conflicting medical history details in patients with an unusual knowledge of medicine. Clinicians need to be aware of the management options and approaches for patients with Munchausen syndrome to avoid contributing to iatrogenic pathology. Although prognosis is poor, every patient with Munchausen syndrome should be given a chance for recovery, as the literature does include some successful treatment outcomes.

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Authors

Lilian Wong, MD, MPH, is a Pediatric Resident, Department of Pediatrics, Virginia Tech- Carilion School of Medicine. Mark B. Detweiler, MD, MS, is a Staff Psychiatrist, Salem Veterans Affairs Medical Center; and an Associate Professor, Department of Psychiatry and Behavioral Medicine, Virginia Tech-Carilion School of Medicine.

Address correspondence to Mark B. Detweiler, MD, MS, Veterans Affairs Medical Center (116A7), 1970 Roanoke Boulevard, Salem, VA, 24153; email: Mark.Detweiler1@va.gov.

Disclaimer: The report findings do not represent the views of the Department of Pediatrics, Virginia Tech-Carilion School of Medicine, the Department of Veterans Affairs, or the United States Government.

Disclosure: The authors have no relevant financial relationships to disclose.

Justiça de SP condena Souza Cruz a indenizar fumante por danos morais

Publicado por Marcela Vassalo

Justia de SP condena Souza Cruz a indenizar fumante por danos morais

A Justiça de São Paulo condenou a Souza Cruz a indenizar por danos morais a funcionária pública aposentada Dolores Consuelo Zigler, de 83 anos, que alegou ter fumado dois maços de cigarro por dia durante quase 50 anos, desde quando ainda estava na adolescência. Na ação, Dolores informou que o vício lhe causou complicações pulmonares. Em decorrência do tabagismo, conforme atestado médico que juntou aos autos, sofre de “obstrução do fluxo ventilatório”. A juíza Celina Dietrich Trigueiros Teixeira Pinto, da 15.ª Vara Cível da Capital, fixou a indenização em R$ 20 mil ao reconhecer “nexo causal” entre o cigarro e a doença de Dolores.

A Souza Cruz é líder no mercado de cigarros no Brasil e integra o grupo British American Tobacco, com marcas comercializadas em 180 países. A Souza Cruz informou que já recorreu da sentença, dada em 5 de dezembro. Segundo a empresa, “em todo o Brasil, já foram proferidas mais de 500 decisões que rejeitaram ações como esta e todos os casos encerrados tiveram decisões definitivas que afastaram os pedidos indenizatórios”.

“A autora (Dolores Consuelo Zigler) não escolheu o vício, nem a doença”, assinalou a juíza da 15.ª Vara Cível de São Paulo, na sentença. “Não podia escolhê-los, porque não tinha informação suficiente sobre o fato quando lhe foi oferecida a compra de cigarros pela ré (Souza Cruz). E não se argumente que não há dificuldade em parar de fumar, ou que esta ou aquela porcentagem de norte americanos é formada por ex-fumantes que não utilizaram remédios.”

Celina Dietrich faz uma reflexão. “É claro que a intensidade da dependência varia de pessoa para pessoa, assim como a dificuldade de livrar-se dela. Entretanto, em nenhuma hipótese é possível dizer-se que um fumante viciado, e fumando dois maços de cigarros por dia, não tenha dificuldades para parar de fumar. Se fosse assim tão fácil, ninguém se disporia a pagar para ingerir remédios caros e a enfrentar os seus efeitos colaterais visando deixar de fumar, e a indústria farmacêutica não se importaria em fabricá-los.” “Quem já foi viciado que me contradiga”, afirma a magistrada.

A ação foi ajuizada quando Dolores tinha 63 anos. “Fumou por quase 50 anos, antes que se iniciassem as primeiras proibições ou limitações à propaganda de cigarros, e a veiculação de advertência nas caixinhas, visando coibir o fumo e fornecer informação suficiente aos consumidores, a fim de que pudessem efetivamente exercer alguma escolha”, assinalou a juíza. “E, da mesma forma, somente depois de mais de 40 anos é que a autora teve acesso a remédios que pudessem ajudá-la a parar de fumar.”

Para a juíza da 15.ª Vara Cível de São Paulo, “é evidente” que a Souza Cruz descumpriu o dever de informação disposto no artigo 6 º. Inciso III do Código do Consumidor, vigente desde 1990. “Somente a partir do ano de 2001 (Souza Cruz) começou a inserir a informação sobre as doenças causadas pelo fumo em suas embalagens. Antes disso, não forneceu informação adequada sobre as características nocivas e os riscos apresentados pelo produto, nem comprovou que deles não soubesse. Ao contrário, admitiu-se ciente desses males, tanto que pretendeu se exigisse da autora o mesmo conhecimento.”

A juíza é taxativa. “Desta forma, considerada a prova do nexo causal entre o cigarro e a doença pulmonar adquirida pela autora e o acesso tardio às informações sobre os males do cigarro e aos remédios para parar de fumar, não há como se afastar a responsabilidade da ré. Diante do vício físico e psicológico causado pelo cigarro, aliado à falta de informação suficiente e à ausência de medicamentos adequados para curar a dependência, não se tem como concluir que a autora tivesse mesmo capacidade de escolha consciente que a impedisse de começar a fumar, ou que a fizesse largar o vício.”

Ao julgar procedente a ação, e admitir existência do dano moral, a juíza recorreu novamente ao Código do Consumidor e também ao Código Civil, e ponderou. “Não se discute, também, que seja lícita a atividade de vender cigarros exercida pela ré, e que o produto não contenha defeito, pois essas são questões irrelevantes diante da responsabilidade objetiva determinada pelo artigo 12 do Código de Defesa do Consumidor e pelo artigo 927parágrafo único, do Código Civil, e que portanto independe da licitude do comportamento ou ainda da verificação da sua culpa do causador do dano, bastando o nexo causal entre o produto vendido e o dano, aliado à ausência de culpa de terceiro ou da vítima, para a caracterização de sua responsabilidade.”

“E não se olvide que a requerida (fabricante do cigarro) não forneceu ao consumidor todas as informações necessárias sobre o produto, mormente em se tratando da possibilidade de dano à saúde, portanto descumpriu a Legislação Consumeirista. O dano moral, por sua vez, é inafastável diante da doença enfrentada pela autora, mal físico infligido pelo consumo do produto fornecido pela ré. Para indenizá-lo, considerando grave o dano, e tendo em conta a função punitiva e pedagógica da verba, mas também o principio da moderação, fixo a quantia de R$ 20.000,00. Daí a procedência da ação.”

O valor da indenização terá correção monetária a partir da sentença e juros de mora desde a citação, mais as custas processuais e honorários advocatícios de 15% do valor da condenação.

Abertura de caminho

O advogado Paulo Esteves, autor da ação contra a Souza Cruz, disse que a sentença da 15.ª Vara Cível da Capital, de 5 de dezembro de 2015, “abre caminho para outros fumantes pleitearem o mesmo direito”. Paulo Esteves observou que mais importante que o valor da indenização a ser pago a Dolores Consuelo Zigler é que “muitos outros fumantes poderão seguir o caminho da Justiça para alcançar justa indenização pelos males sofridos”.

Nos autos do processo, segundo a juíza Celina Dietrich Trigueiros Teixeira Pinto, a Souza Cruz alegou que a decisão sobre fumar ou não coube unicamente à autora (Dolores) e que exerce atividade lícita. Além disso, a sua propaganda “não obriga ninguém ao fumo”. A empresa argumentou, ainda, que o produto comercializado, por sua vez, “também não contém defeito algum e inclusive adverte sobre possíveis malefícios”.

A Souza Cruz destacou no processo que a autora da ação, quando começou a fumar, já sabia dos males causados pelo cigarro. Salientou que há muito são veiculados anúncios sobre os riscos do cigarro para a saúde. Finalizou sua contestação ponderando que, de qualquer forma, o cigarro não causa dependência física devastadora como ocorre com drogas pesadas como heroína e cocaína.

Recurso

A Souza Cruz informa que já apresentou, no último dia 1.º de fevereiro, recurso contra a sentença proferida pela 15.ª Vara Cível do Fórum Central da Comarca de São Paulo, que condenou a empresa a indenizar Dolores Consuelo Zigler por danos associados ao consumo de cigarros. Caso a decisão seja mantida pela 15.ª Vara Cível, a empresa recorrerá ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). A decisão é isolada e contraria o entendimento consolidado em diversos Tribunais de Justiça do País, inclusive no próprio TJSP e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já se pronunciaram diversas vezes de forma contrária a este tipo de demanda.

Resposta da Diretora Geral do Médicos Sem Fronteiras ao “fogo amigo” americano

“Na madrugada de 3 de outubro (sábado), fomos confrontados com uma tragédia que trouxe um sofrimento absurdo; uma mistura de sentimentos de revolta e frustração e, ao mesmo tempo, de força de vontade para continuar lutando por aqueles que não têm mesmo ninguém a quem recorrer. Nosso hospital em Kunduz, no Afeganistão, foi fortemente bombardeado, o que causou a morte de 22 pessoas, sendo 12 delas nossos colegas e 10 pacientes em tratamento – três deles eram crianças.

Estávamos atuando no hospital de Kunduz desde 2011. Neste hospital, tínhamos mais de 80 profissionais trabalhando 24 horas para atender pacientes que vinham de várias partes do Afeganistão, uma vez que se tratava do único hospital de trauma no nordeste do país. Na madrugada de sábado, nossos colegas e pacientes foram surpreendidos com bombardeios dentro do hospital às 2h08, atingindo precisamente as alas de emergência, a unidade de cuidados intensivos e a ala de fisioterapia. As chamas levantaram-se bruscamente, e as equipes correram para salvar as vidas dos pacientes e as suas próprias. Tentaram desesperadamente auxiliar uns aos outros, mas não foi possível, em meio a tanto caos, evitar a morte.

Nosso espanto diante do ataque foi decorrente do fato de que todas as partes envolvidas neste conflito, tanto em Cabul quando em Washington, foram informadas repetidas vezes da localização do hospital. A comunicação mais recente tinha sido feita na terça-feira, 29/09, a fim de evitar qualquer eventualidade. Como você sabe, isso é prática de MSF: em zonas de conflito, estamos sempre em comunicação com as partes envolvidas e a localização de nossas instalações é rigorosamente comunicada. Não há, portanto, qualquer justificativa para termos sido alvo por engano; menos ainda há qualquer razão que explique o fato de nosso hospital ter sido submetido a pelo menos 30 minutos de bombardeios consecutivos. Tudo isso nos deixa extremamente estarrecidos.

O hospital ficou destruído, o pessoal de MSF teve que se retirar, os pacientes foram levados para outros locais a mais de duas horas de carro. Hoje, não há mais atendimento médico em Kunduz e milhares de pessoas estão sem qualquer assistência.

O que aconteceu é uma violação do direito internacional humanitário e Médicos Sem Fronteiras está, desde sábado, exigindo que seja conduzida uma investigação internacional independente para apurar o que aconteceu e não deixar que continue acontecendo. Cada vez mais instalações de saúde, profissionais de saúde e pacientes são desrespeitados por partes beligerantes e não existem justificativas possíveis para essa questão. Não admitimos que continuem matando nossos profissionais nem nossos pacientes.

São tempos difíceis, mas também tempos em que temos recebido uma extraordinária solidariedade de pessoas que nos acompanham, de doadores, de profissionais humanitários de outras organizações, entre outros.

Recentemente, perguntavam-me numa entrevista qual era o meu sentimento. Respondi que, apesar da tristeza profunda e frustração, também me sentia impelida a continuar ainda com mais força, porque, tal como você, temos muitos outros milhões de doadores especiais em todo o mundo que nos têm apoiado. Portanto, hoje quero apenas lhe agradecer, em particular, por isso.”

Susana de Deus
Diretora-geral
Médicos Sem Fronteiras Brasil

Campanha da FIESP contra o aumento de impostos pelo Governo Federal

Acesse o link original e assine o manifesto (é online!)

#naovoupagaropato

Toda vez que precisa cobrir seus gastos, em vez de cortar despesas o governo acha mais fácil passar a conta adiante. Das duas uma: você fica reclamando, pensando “a vida é assim mesmo”, ou faz alguma coisa. Se escolheu a segunda opção, leia o texto na íntegra e assine o manifesto.

Leia o manifesto completo e veja quem já assinou

Segurança do uso de Antidepressivos na Gravidez

(publicado originalmente em gustavo.amadera.com.br)

Publicado estudo no BMJ (Reefhuis J. Specific SSRISs and birth defects: bayesian analysis to interpret new data in the context of previous reports. BMJ 2015;351:h3190), que estudou  uma amostra de cerca de 28.000 mulheres que tomaram antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina  no início da gestação – 17.952 tiveram filhos com defeitos congênitos enquanto 9.857 tiveram filhos saudáveis.
Sabe-se que o primeiro trimestre da gestação é um período crítico no desenvolvimento fetal, então obviamente o melhor período para se discutir a segurança da prescrição de qualquer medicação é antes da gestação iniciar – contudo muitas vezes a gestação não é planejada (quando deve-se avaliar relação de risco-benefício de se manter, substituir ou suspender a medicação)  ou o transtorno psíquico surge durante o curso de uma gestação (quando deve-se avaliar risco-benefício de se introduzir ou não uma medicação, e qual medicação introduzir).
Passaram no teste o citalopram, escitalopram e sertralina, que não mostraram relação com aumento de casos de defeitos congênitos.
De especial importância foi o estudo ter descartado achados anteriores que sugeriam relação positiva com a sertralina pois considerando-se que cerca de 40% da amostra havia feito uso de sertralina, qualquer relação necessariamente teria sido percebida.
Já a fluoxetina e a paroxetina associaram-se a aumento da ordem de 2-3,5x. Conforme já evidenciado em pesquisas anteriores a fluoxetina mostrou associação com aumento de casos de craniossinostose e defeitos de paredes cardíacas enquanto a paroxetina associou-se com mal-formações cardíacas, anencefalia e defeitos de parede abdominal.
(Importante destacar que trata-se de um risco absoluto bastante baixo – p.ex. confirmando-se a relação causal, o risco absoluto de anencefalia aumentaria de 2 para 7/10.000 em mulheres usando paroxetina)

Revolução no Tratamento da Depressão (em ratos :-)

(publicado em http://gustavo.amadera.com.br)

Você se lembra do furor causado pela publicação da primeira  pesquisa com quetamina em depressivos crônicos refratários que prometia revolucionar o tratamento da depressão com melhoras também extremamente rápidas (e que, apesar da amostra pequena, avaliava a resposta em humanos)?

Mas ainda que a promessa de uma cura milagrosa não seja possível com este (ou com qualquer outro) fármaco, devemos aplaudir as tentativas de ampliar nosso arsenal terapêutico disponível.

Por Karen Carneti –  Publicação original portal Info

Foto por: iStock

Novo medicamento pode revolucionar o tratamento da depressão

A depressão é uma doença psiquiátrica muito complexa, que se caracteriza pela perda de prazer nas atividades diárias, apatia, alterações cognitivas e de apetite, entre outros. Por ser diferente da tristeza comum que a maioria das pessoas sente em algum momento da vida, ela ainda é um mistério para a medicina – já que pode acometer qualquer pessoa em qualquer período da vida. Para tentar ajudar no tratamento da patologia, que ainda não tem cura, cientistas acabam de descobrir um medicamento que pode melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas.

A maioria das medicações usadas no tratamento da depressão atualmente ajuda a equilibrar o nível de serotonina no cérebro – neurotransmissor responsável pelo humor e que, normalmente, nessas pessoas, acaba sendo “mal distribuído” pelo cérebro. O maior problema é que esses remédios podem demorar até oito semanas para fazer efeito e os pacientes podem sofrer diversos efeitos colaterais até seus organismos se acostumarem com eles.

O novo medicamento tem como foco outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico (mais conhecido pela sigla em inglês GABA), responsável pela regulação da excitabilidade neuronal ao longo do sistema nervoso. Os testes feitos em ratos mostraram que a medicação foi capaz de melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas.

“Temos provas de que estes compostos podem aliviar os sintomas devastadores da depressão em menos de um dia, e de uma forma que limita algumas das principais fraquezas das abordagens atuais”, disse Scott Thompson, presidente do Departamento de Fisiologia da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo.

Os testes com ratos mostraram que os compostos aumentaram rapidamente a força de comunicação excitatória em regiões que estavam enfraquecidas pelo estresse e que se acredita serem enfraquecidas pela depressão humana. Já em ratos que não estavam estressados, a medicação não mostrou efeito algum. Com isso, os pesquisadores acreditam que ela não terá efeitos colaterais em humanos.

Segundo Thompson, o medicamento agora precisa mostrar sua eficácia em humanos para poder, um dia, chegar ao mercado. “Agora, será tremendamente empolgante descobrir se eles produzem efeitos semelhantes em pacientes deprimidos. Se estes compostos puderem rapidamente fornecer alívio dos sintomas da depressão humana, tais como pensamentos suicidas, eles têm capacidade para revolucionar a forma como os pacientes são tratados”, disse ele.

Fonte: Science Daily

Não foi convidado para a festa? Tome um Tylenol!

(Publicado originalmente no http://gustavo.amadera.com.br)

As interações sociais são um aspecto tão básico da experiência humana que uma rejeição social é experienciada como uma dor física por muitos indivíduos – a idéia de que uma droga desenvolvida para aliviar dor física poderia reduzir esta dor “social” foi testada por Dewall (Acetaminophen reduces social pain: behavioral and neural evidence. Psychol Sci. 2010 Jul;21(7):931-7.) com resultados bastante interessantes.

A pesquisa envolveu dois experimentos nos quais os participantes recebiam paracetamol ou placebo diariamente (duas vezes ao dia) por 3 semanas.

De acordo com os autores a dor física ou causada por rejeição social seria parte inevitável da vida humana – e partindo do princípio que ambos os tipos de dor possivelmente envolvem os mesmos mecanismos comportamentais e neurais, um analgésico simples poderia diminuir a resposta a rejeição social.

A hipótese foi confirmada através tanto de informações fornecidas pelos participantes quanto por estudos de neuroimagem funcional.

No Experimento 1, 30 indivíduos (24 mulheres) receberam paracetamol 500mg ao acordar e antes de dormir por 3 semanas, enquanto outros 32 indivíduos (24 mulheres) receberam placebo. Diariamente todos preenchiam uma escala que avalia “sentimentos feridos” (Hurt Feeling Scale) indicando quanta dor social teriam enfrentado no dia.

A partir do 10o dia os indivíduos recebendo o anti-inflamatório passaram a relatar menos dor social que os do grupo placebo –  essa diferença se mostrou maior ainda no 21o dia (p<0,005).

(Considerando-se o mecanismo de ação conhecido da droga e sua meia vida/tempo de ação de somente 4-6h, pode-se somente imaginar o que motivou a latência de 10 dias para início da resposta já que não se esperam efeitos cumulativos químicos – os autores sugerem que a diminuição da percepção dos “sentimentos feridos” poderia após algum tempo levar a uma reavaliação da experiência de rejeição social.)

No Experimento 2 a dose de paracetamol foi aumentada para 2000mg diários por 3 semanas, sendo realizada uma ressonância magnética funcional ao final, com menor atividade no cingulado e ínsula anteriores em resposta a exclusão social.

 

Reativando, Mudança de hospedagem, Migração…

Boa noite, você está acessando o site já liberto da UOLHost, e deve ter percebido a mudança absurda de velocidade de carregamento – alguns problemas transitórios são esperados (a UOLHost parece operadora de telefonia celular, cria um ambiente de areia movediça no caminho até a saída rs, como se pudessem te prender vencendo pelo cansaço ao invés de oferecerem serviços e preços melhores…) mas de qualquer forma a mudança deve ser para melhor.

Gostaria de convidá-los a migrarem conosco para outra plataforma, gustavo.amadera.com.br, que vai hospedar no futuro de forma mais dinâmica todo o conteúdo do KIAI.med.br em definitivo.

Visitem também o rascunho da nossa página de divulgação amadera.com.br, que reúne no momento somente informações básicas curriculares minhas e de meus irmãos Drs. Ricardo Amadera (Psicólogo especialista em Terapia Cognitivo Comportamental – TCC) e João Amadera (Médico Fisiatra especialista em Coluna) além de nossos contatos.

Mais uma vez agradeço o prestígio e reconhecimento nos milhões de acessos que a kiai.med.br teve ao longo dos últimos 10 anos!